terça-feira, fevereiro 03, 2004

post aberto ao protestante de serviço

Caro Tiago,
como bem sabe, na Igreja em que habito cabe uma grande variedade de modos de experimentar a Fé, de viver no mundo com o coração em Cristo. Chamamos a isso diversidade na unidade. Tão grande e confusa é essa multiplicidade de olhares que, por vezes, dou por mim algo impiedoso (comigo e com os outros) e dogmático no meu catolicismo, como me foi alertado por um companheiro.
Nesta grande mesa cabem o padre Mário Oliveira ao lado do Jardim Gonçalves, as beatas que adormecem na eucaristia encostadas aos católicos não praticantes (que nunca compreendi muito bem o que seja), os Jesuítas ao lado da Opus Dei, os católicos pró-aborto (sim, também há...) a par dos católicos anti-aborto, os muitos missionários e a Cúria Romana, os teólogos da Libertação entre os monges contemplativos e os párocos das grandes cidades. Também aqui na blogolândia encontramos manifestações desta diversidade.
Como vê, caro Tiago, neste colorido eu não teria dificuldade em sentar-me muito mais perto de si do que de alguns dos (outros) meus irmãos. Mas, à semelhança da sua opção, e ao contrário do José, tenho pouca esperança e não faço muito esforço por um ecumenismo que me parece um pouco artificial. Cada um sabe de si (e Deus de todos, como diz o povo).
Assim, caro Tiago, rogo-lhe que não se faça de vítima à minha custa. Não lhe assenta bem o papel nem creio que necessite ou tenha estofo para tal: no comentário ao post do Barnabé eu não me «atirei» a si por ser protestante. Foi por ser da direita mais imobilista e que – ao que me parece – aceita resignada as injustiças do mundo. Estava a falar de política – assunto que, segundo o seu próprio entendimento, é alheio à Fé e à religião.
Quanto ao «patriota romano»: sim, pertenço à Roma Universal. E então?
Um abraço fraternal.
CC

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