sexta-feira, fevereiro 10, 2006

No princípio ...


... era um livro para crianças que pretendia contar, de forma acessível aos mais novos, o Corão e a vida de Maomé.
AR

Comments:
Quanto à alegada pedofilia de Maomé, consultemos as fontes islâmicas, tidas como sagradas pelos próprios muçulmanos.

De novo Al Bukhari:

"Volume 7, Book 62, Number 64:
Narrated 'Aisha:
that the Prophet married her when she was six years old and he consummated his marriage when she was nine years old, and then she remained with him for nine years (i.e., till his death)."

Seis anos. Nove anos. Parece-me elucidativo. Mas há variados outros exemplos, alguns passados em Medina depois do massacre dos Banu Kuraiza.

Este hadith, sobre os maus agoiros, tb me parece muito interessante:

Volume 7, Book 71, Number 666:
Narrated 'Abdullah bin Umar:
Allah's Apostle said, "(...) an evil omen is only in three: a horse, a woman and a house."

Ou o que anula a oração:

Volume 1, Book 9, Number 490:
Narrated 'Aisha:
The things which annul the prayers were mentioned before me. They said, "Prayer is annulled by a dog, a donkey and a woman (if they pass in front of the praying people)." I said, "You have made us (i.e. women) dogs.

Quanto aos problemas islâmicos com o desenhado, eis uma explicação:

Volume 4, Book 54, Number 448:
Narrated Abu Talha:
I heard Allah's Apostle saying; "Angels (of Mercy) do not enter a house wherein there is a dog or a picture of a living creature (a human being or an animal)."

Tb me parece muito importante ter constantemente em atenção este aspecto:

Volume 1, Book 8, Number 388:
Narrated Abu Aiyub Al-Ansari:
The Prophet said, "While defecating, neither face nor turn your back to the Qibla[Kahaba - Meca] but face either east or west." Abu Aiyub added. "When we arrived in Sham we came across some lavatories facing the Qibla [Kahaba - Meca]; therefore we turned ourselves while using them and asked for Allah's forgiveness."
 
Esta questão da pedofilia parece-me um pouco forçada e anacrónica.
Em relação ao zurzir constante no Corão, pense um pouco e imagine uma nação, sob Deus, que seguisse a Bíblia fonte de organização moral e de justiça?
 
Não percebi a pergunta.

Já a pedofilia de Maomé não é propriamente uma questão, forçada ou não, é um facto relatado pelas próprias fontes islâmicas.
 
É pedofilia vista à luz do actual pensamento.
Assim, a maioria dos reis portugueses medievais também o eram. Nessa altura, por exemplo, uma moça era casadoira lá para os 12/13 anos...
Outros tempos, outras culturas.
Chama-se a isto uma visão anacrónica e preconceituosa.
Em relação a não percebido a pergunta, ainda bem porque o ponto de interrogação foi uma gralha...
 
Meu caro senhor, há uma diferença entre os 12/13 e os 6/9 anos. Chama-se puberdade. Talvez tivesse querido dizer que, a partir da puberdade, quando a rapariga assume corpo de mulher, a questão é cultural, não deixando, contudo, de ser relevante.

O interesse sexual por raparigas de 6 ou 9 anos é pedofilia, em qualquer ponto do globo e em qualquer altura da História, mesmo que tenha sido Maomé a praticá-la com chancela ventríloqua do seu Alá. Se acha que isto é um preconceito anacrónico, quer-me parecer que estamos conversados.
 
A questão da idade só é importante porque se trata do mensageiro de Deus e portador da boa palavra... A religião mussulmana impõe a submissão intelectual de uma maneira explícita, e não apareceram até hoje movimentos colectivos em defesa da liberdade de expressão. Ou seja, o que está no Corão é sagrado, não se discute, porque é a palavra de Deus, mesmo que se aplique a coisas tão triviais como lavagens, menstruações, sexo anal, juros e empréstimos, ou apenas a proibição, em verseto corânico!, das viúvas de Maomé se poderem voltar a casar. O verseto corânico era o próprio Maomé a falar inspirado, em causa própria...
Semelhante situação é aberrante, mas é ela que caracteriza o facto de não haver um único país mussulmano que seja uma democracia, desde pequenos eles não discutem sequer o profeta, é um homem, e um homem cheio de defeitos e virtudes, mas não se discute, não se critica, não se comenta. É o Profeta!
 
A questão da idade só é importante por se tratar de um enviado de Deus, não é comparável aos reis ou pessoas situadas nos contextos históricos coevos. Maomé era analfabeto e os escribas que alinhavaram os textos baseavam-se apenas nos arrazoados do profeta, que tinha visões de vez em quando. Mas lá que ele gostava de mulheres é um facto, honra lhe seja, e teve várias, e com a preferida Aicha até se deu ao luxo de dizer que durante a menstruação se podia abraçar, beijar, brincar, nada de sexo, contudo... Maomé escrevia (para o Corão)em causa própria, até fez sair um verseto proibindo as viúvas do profeta de se voltarem a casar (a Aicha tinha 18 anos quando ele morreu). Mas o problemda do Corão, no meu entender, está na mistura indiscriminada de elementos divinos, digamos, com normas de comportamento - alimentação, higiene, sociedade civil, e outros - que aos olhos não mussulmanos parecem completamente ridículos mas que, para eles, nem se discute, o Corão é a palavra de Deus, como disse o papa, e nisso ele tinha toda a razão. Maomé era um homem? Era, segundo os próprios mussulmanos, tinha uma série de comportamentos que aos nossos olhos são comportamentos selváticos, mas eles (mussulmanos), nem sequer discutem isso, o Profeta é intocável! A religião mussulmana é a submissão, o crente não tem mão no seu destino, não há qualquer abertura para a liberdade de pensamento, e como consequência para a própria liberdade de expressão. Por alguma razão não há democracia em nenhum país mussulmano, nem pode haver enquanto os estudantes não forem encorajados a pensar pelas suas cabeças.
 
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